Heley de Abreu: a professora que salvou crianças do incênd

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Heley de Abreu: a professora que salvou crianças do incêndio da creche em MG em troco da própria vida é a heroína de 2017

Date December 6, 2017 14:22

O ano de 2017 conseguiu ter tantas pessoas que mereciam ganhar um prêmio de personalidade do ano, mas infelizmente diversos veículos de comunicação criam metodologias e enquetes que acabam não favorecendo uma boa parte dessas pessoas. E a capa da última edição da revista GQ, com a cantora Anitta estampando a primeira página como a mulher do ano, deixou claro que os critérios de avaliação deles priorizam figuras públicas que atingiram níveis altíssimos de popularidade em 2017.

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Os méritos da cantora carioca não podem ser retirados, mas uma coisa é fato: existem muitas outras pessoas que tiveram feitos muito relevantes durante esse ano e que mereciam estampar capas de revista.

É o caso da professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que com certeza deveria ser homenageada de todas as formas possíveis. Isso porque ela foi responsável por salvar a vida de vários alunos da creche em que ela trabalhava, depois que o vigilante Damião Soares dos Santos, de 50 anos, ateou fogo na escolinha Gente Inocente, em Janaúba (MG).

O feito de Helley foi de uma grandeza tamanha que ela acabou perdendo sua vida, durante a tentativa de salvar as crianças. Infelizmente, a professora acabou deixando três filhos: Bre­no, de 15, Lí­via, de 12; e o be­bê Ola­vo, de um ano e três meses.

E toda a trajetória de Heley é cheia de feitos relevantes.

Segundo seus colegas de trabalho e familiares, a professora sempre foi uma profissional dedicada e fazia muito mais do que muitas pessoas fariam por um salário de R$ 1,5 mil.

De acordo com seus colegas, Helley foi uma pessoa que sempre teve que superar as adversidades para conseguir sobreviver.

Nascida na cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, ela precisou se mudar de sua terra natal quando ainda era bastante jovem. Com pouco mais de 20 anos, ela se casou com Luiz Carlos Batista, com quem teve seus três filhos.

Foi nessa época que ela experimentou sua primeira tragédia pessoal, quando seu filho Pablo, de 5 anos, morreu afogado na piscina de um clube balneário da cidade, durante uma festa de carnaval. E mesmo diante de uma situação tão delicada, ela manteve a cabeça a ponto de conseguir acalmar seu marido, que pensava em cometer suicídio.

Pouco tempo depois da perda de seu filho, Heley se formou em pedagogia e começou a trabalhar como professora em Nova Porteirinha, cidade vizinha de Janaúba.

No começo, ela trabalhava na zona rural de uma comunidade chamada Dengoso e depois foi transferida para a periferia de Janaúba.

Mesmo morando em outra cidade, a professora atravessava a ponte que separava o município de sua residência e o em que ela trabalhava e fazia isso sem reclamar.

Logo que começou a trabalhar na creche onde acabou perdendo sua vida, Heley começou um curso de especialização na área educacional, com o objetivo de conseguir cada vez mais conhecimento na área de inclusão de pessoas com deficiência.

Foi sempre com esse espírito de ajudar o próximo que a jornada da professora foi marcada. E todos esses méritos deveriam lhe render, ao menos, uma placa homenageando ela e a consagrando como uma das pessoas do ano.

Embora não tenha recebido nenhuma homenagem pelos veículos de imprensa, a professora já é praticamente unanimidade na internet.

Confira cinco homenagens que ela recebeu:

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