Aphantasia e a incapacidade de criar imagens mentais

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Aphantasia e a incapacidade de criar imagens mentais

Date September 19, 2017 14:15

Feche os olhos. Imagine uma praia, os grãos de areia, a luminosidade do sol na água do mar, o cheiro de maresia, o calor do sol na pele, o barulho das ondas...

Roman Samborskyi/ Shutterstock

Você conseguiu visualizar essa cena e sentir todas as sensações descritas? Se sim, parabéns! Acontece que algumas pessoas simplesmente não conseguem criar uma imagem mental. A falta de capacidade para criar uma fantasia na mente se chama Aphantasia, termo criado por Aristóteles que significa A (sem) Phantasia (Fantasia).

Não se trata de uma doença mas sim de uma falha neurológica que impede da mente de projetar uma imagem. Ela foi identificada pela primeira vez por Francis Galton em 1880, antropólogo e explorador. Ele fez uma pesquisa para entender quantas pessoas não tinham a capacidade de devanear e descobriu quem uma em quarenta pessoas tem a incapacidade de pintar uma tela imaginária. Alguns pacientes tiveram essa situação após algum acidente ou cirurgia cardíaca.

Os estudos revelam que essas pessoas possuem maior pensamento crítico e racional e devido à plasticidade cerebral. Neste caso, para reconexão de áreas do cérebro que geralmente são empregadas para visualização, acabam tendo desenvoltura com fatos.

Mas as pesquisas sobre os devaneios humanos ainda são bem escassas e os tratamentos ainda parecem ser distantes, mas os pesquisadores contam com hipóteses de origem genética e psicológica.

Estima-se que o potencial de criar imagens é importante para a criatividade, para ler ficções, para o aprendizado e diferentes habilidades.

Estudos indicam que crianças que possuem aphantasia podem sofrer de dislexia, porque se não conseguem visualizar as imagens e as palavras, podem ficar com dificuldade de ler e soletrar.

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