Gravidez em pauta: a diferença entre interagir com o bebê

FAMÍLIA & CRIANÇAS

Gravidez em pauta: a diferença entre interagir com o bebê na barriga e ser uma boa mãe

Date November 2, 2017 13:50

Quando o assunto é gravidez, parto e maternagem, as descobertas e tendências vão mudando de tempos em tempos.

Nos anos 80, existia uma ideia geral de que o bebê se desenvolvia dentro de um útero quase blindado, como uma caixa-forte e que nada o atingia, além do que chegava até ele pelo cordão umbilical.

gettyimages

Recomendado para você: Gravidez: hábitos comuns podem oferecer riscos ao feto 

Com os estudos, descobriu-se que a partir da 20ª semana de gestação, o bebê começa a responder a estímulos auditivos. A partir disso, os pais e mães passaram a ler, conversar e até colocar música na barriga para o bebê ouvir.

Isso passou a virar um costume muito bonito, mas quase que um protocolo, até mesmo para aquelas mães que, em um período de enjoos e sintomas da própria gestação, não estão tão aptas ou não são tão comunicativas para interagir com o bebê na barriga.

gettyimages

Mas de acordo com psicanalistas, como Vera Iaconelli, isso não pode gerar uma culpa. Ela explica que é importante diferenciar os papéis de gestante e de mãe. Muitas gestações maravilhosas tiveram situações de depressão pós-parto e muitas gestações turbulentas resultaram em um vínculo maravilhoso entre mãe e bebê.

Neste caso, o que acontece antes do nascimento não determina o que acontecerá depois. A mãe, para ser “suficientemente boa”, como já dizia o psicanalista e pediatra inglês, Donald Winnicot, deve entender que em alguns momentos irá acertar e em outros momentos, irá errar. E o filho precisa ver que a mãe falha.

gettyimages

Quando o assunto é gravidez, é importante respeitar as diferenças e as particularidades de cada mulher. Algumas mulheres se tornam mães maravilhosas, mas podem não lidar tão bem com a gestação, com as mudanças hormonais e físicas e tudo bem. O mais importante é que mamãe e bebê estejam bem e com saúde.

Veja também: Os efeitos positivos e negativos das emoções vivenciadas pela mãe sobre o feto durante a gravidez


O propósito deste artigo é meramente informativo. Não há intenção de oferecer recomendações médicas. Fabiosa não é responsável por possíveis consequências de qualquer tratamento, procedimento, exercício, alteração alimentar, ação ou uso de medicamentos resultantes da leitura e das instruções contidas neste post. Antes de começar qualquer tratamento, consulte um médico. As informações acima não substituem um diagnóstico a ser realizado por uma equipe de profissionais preparados.