A história da mãe que perdeu dois bebês, mas ganhou um an

FAMÍLIA & CRIANÇAS

A história da mãe que perdeu dois bebês, mas ganhou um anjinho pela adoção

Date October 13, 2017 15:32

Amor de mãe é incondicional e é isso que Aline Della Testa (35 anos) demonstra ao olhar nos olhos da alma que nasceu para salvar a sua. Ela compartilhou sua história, toda a sua trajetória de perdas, cada gestações que não deu certo por conta de um problema: a trombofilia.

A cada palavra de seu relato fica claro como um lindo bebê de apenas 11 meses, de nome Matheus, vindo de uma adoção conseguiu levar de volta a felicidade não apenas para ela, mas para toda a família.

Aline sempre quis ser mãe. Casada há 14 anos, expressou ao esposo desde o primeiro momento o quanto queria engravidar. Aos 29 começaram as tentativas. Um ano de fracassos fizeram a futura mamãe declarar seu desejo em adotar. 12 meses seguindo os procedimentos, o casal se tornava apto para fazer a adoção.

Nesse meio tempo, eu engravidei. Mas eu nunca desisti da adoção. Eu pensava que teria a Ana Luísa [...]. Estava com 32 semanas de gestação e tudo ia muito bem, até que num domingo eu achei que minha bebê estava muito quietinha. Fui ao pronto socorro e recebi a pior notícia da minha vida: a Ana Luísa havia morrido. Foi o período mais triste que vivi!

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Aline voltou engravidar. O sonho de ser mãe cada vez mais próximo, mas ela ainda tinha um certeza: teria um filho por adoção; era seu destino distribuir seu amor de mãe dessa maneira.

Mais uma vez tive de enfrentar a perda, dessa vez mais precoce, com 12 semanas de gestação. A primeira perda me deixou arrasada, mas a segunda me deixou imensamente revoltada [...] parece que foram meses em preto e branco, sem nenhuma cor.

Quase despedaçada, Aline procurou o motivo e os médicos atestaram: trombofilia. Mesmo fazendo o tratamento para engravidar, o coração dela sempre deixou claro que seria uma mãe plenamente feliz de uma criança adotiva.

De vez em quando, eu dava uma passadinha na Vara de Infância. Esperava que me dessem uma boa notícia[...]. Foram três anos e meio de espera. Um dia me bateu um vazio muito grande dentro do peito, uma tristeza já descrita como a ‘dor dos braços vazios’. Saí e comprei um brinquedo e uma roupinha de bebê. Eu não sabia, mas naquele dia meu bebê já estava sendo gerado no ventre de sua genitora.

Nesse mesmo dia, Aline recebeu a notícia do nascimento do seu filho: "um menino. Eu desabei! Sentei no chão, chorei, agradeci a ela em meio às lágrimas. As lágrimas eram de felicidade, de muita felicidade".

Aline vai contar a origem de Matheus com todo o carinho possível, sem nada esconder, porque ele é todo o motivo de sua felicidade e amor. E transbordando de felicidade ela declara: "Cada dia de sonho, ansiedade e lágrimas valeu a pena. O dia da felicidade enfim chega”.

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