Especialistas alertam: treinar demais também faz mal

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Especialistas alertam: treinar demais também faz mal

Date December 1, 2017 20:06

Já ouviu falar em "overtraining"? Se traduzirmos do inglês de forma literal seria algo mais ou menos como "sobretreinar" ou "treinar demais". E é exatamente esse conceito que os especialistas apontam como preocupante: treino em excesso (acompanhados de uma dieta inadequada) podem fazer muito mais mal do que bem ao ser humano.

Muitas vezes, esse problema é causado por outro, que promove o culto ao corpo: a vigorexia (a percepção de que a pessoa continua com o corpo fraco e sem músculos), que geralmente acomete aos homens.

O objetivo dessas pessoas é ter o corpo o mais tonificado, musculoso, desenhado o possível.  E esse estresse promovido pelo treino atrás de treino não promove o ganho de massa nem auxilia a resistência. Então, a pessoa aumenta a dose de exercícios.

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E como não acontece o resultado imediato, essas pessoas correm para o "overtraining", que é a condição que entre em vez de descansar, o indivíduo se sufoca de mais e mais treino.

As consequências

Num primeiro momento não perceptíveis, mas ao médio e longo prazo completamente danosas, as consequências do "overtraining" são refletidos no corpo com o aumento da pressão arterial, a estabilização da insônia, aumento dos batimentos cardíacos, queda do sistema imunológico, lesões músculo-esqueléticas, microtraumas, edemas (não doloridos e doloridos) impotência funcional, lesões importantes no tecido muscular e, até mesmo, incapacitação.

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De acordo com o preparador físico Manuel Lago, essa prática tem a incidência maior em corredores:

"Além dos problemas nos treinos, vai interferir em várias coisas que afetam a qualidade de vida. [...] Como forma de prevenir, o atleta precisa conhecer cada vez mais seu corpo, identificando sensações como preguiça, cansaço, exaustão para saber avaliar melhor, o seu rendimento no treino"

Disse o especialista em declaração ao Globo Esporte.

Ainda afirma que essa necessidade de cobrança extrema é o que pode causar a síndrome. Os sinais devem ser percebidos rapidamente tanto pela pessoa, quanto pelo seu treinador (ou personal) e, se caso necessário, ter contato com um psicólogo para tratar melhor o problema.

O especialista elucida que se deve ter em mente preconizar o acompanhamento de um profissional desde o primeiro momento em que se começa a iniciar uma prática de atividade física. Até mesmo a primeira avaliação é muito importante.

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Recomendações

1. O atleta deve manter a frequência de exercícios restrita a no, cinco vezes (e não dias) por semana. Durante o dia, é necessário que ele perdure no máximo por uma hora;

2. O corpo precisa se recuperar, então é necessário respeitar esse tempo. Deve haver um limite de 24 horas entre uma prática e outra - nunca antes.

3. Procurar um profissional e acompanhar a frequência de batimentos cardíacos de acordo com a idade, condicionamento físico e peso.

3. Intercalar exercícios (entre aeróbios e anaeróbios)

5. Procurar um nutricionista para que ele faça uma avaliação e regularize e alimentação para que ela seja equilibrada e nada radical.

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