William Sidis: a pessoa mais inteligente que já pisou no pl

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William Sidis: a pessoa mais inteligente que já pisou no planeta poderia ler o jornal New York Times antes dos 2 anos de idade

Date February 21, 2018 14:58

Muito antes do fenômeno da "Mãe tigre", por volta de 1910, um homem chamado Boris Sidis estava promovendo seus métodos de criação de filhos. Para aqueles que conheciam seu filho, William James Sidis foi possivelmente o homem mais inteligente que já viveu.

Nascido em Boston em 1898, William James Sidis fez as manchetes no início do século 20 como uma criança prodígio com um incrível intelecto.

Seu QI foi estimado em 50 a 100 pontos mais alto do que o de Albert Einstein. Ele poderia ler o New York Times antes de ter 2 anos. Aos 6 anos, seu repertório linguístico incluía inglês, latim, francês, alemão, russo, hebraico, turco e armênio. Aos 11 anos, ele entrou na Universidade de Harvard como um dos alunos mais jovens da história da escola.

Mas, ao se tornar adulto, ele finalmente desapareceu nas sombras, evitando o julgamento público que o seguiu durante os primeiros anos.

[caption id="attachment_265465" align="alignnone" width="809"] [Public domain], via Wikimedia Commons[/caption]A biógrafa de Sidis, Amy Wallace, disse que ele desprezava a atenção da mídia. "Ele se tornou um nome familiar, e odiava", diz ela.

Os pais de Sidis também eram muito inteligentes. Seu pai, Boris, era um psicólogo famoso, e sua mãe, Sarah, era médica.

Wallace os descreve como agressivos. "Eles acreditavam que você poderia fazer um gênio", explica a biógrafa responsável pelo livro do homem mais inteligente que o planeta já conheceu. Sua mãe gastou as economias da família em livros, mapas e outras ferramentas de aprendizagem para encorajar seu filho precoce.

"Uma coisa que era muito incomum sobre [Sidis] em comparação a outras crianças prodígios [é que] muitos poucos prodígios têm múltiplas habilidades", ressalta a escritora. Quando jovem, Sidis inventou sua própria língua e escreveu poesia francesa, uma novela e uma constituição para uma utopia.

Harvard aos 11 anos de idade

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Sidis foi aceito em Harvard aos 9 anos, mas a escola queria que ele esperasse até os 11 anos. Cinco anos depois, ele se formou com louvor. Seus dias de Harvard, no entanto, não foram cheios de lembranças felizes.

"Ele havia sido ridicularizado em Harvard, Ele admitiu que nunca beijou uma garota e foi provocado, perseguido e humilhado. E tudo o que ele queria era estar longe da academia e ser uma pessoa comum".

Um escritor secreto

Depois de um breve período como professor de matemática após a formatura, Sidis se escondeu da devassa pública, mudando de cidade em cidade, de trabalho para emprego, muitas vezes usando nomes falsos.

Enquanto isso, ele escreveu uma série de livros, incluindo uma história de 1.200 páginas dos Estados Unidos e um livro sobre passagens de transferência de bonde, que ele gostava de colecionar. Seus livros nunca foram amplamente divulgados, e ele usou pelo menos oito pseudônimos.

"Nós provavelmente nunca saberemos quantos livros ele publicou sob falsos nomes", diz Wallace.

Recentemente, uma cópia inscrita de um livro que ele escreveu em 1925 - The Animate and the Inanimate - foi vendida em Londres para um colecionador anônimo por 5.000 libras - quase R$ 8.000.

Exposto pelo New Yorker

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Sidis viveu com sucesso fora da ribalta até 1937, quando a revista New Yorker enviou uma repórter para se fazer amigo dele e reunir informações para um artigo sobre o que aconteceu com o menino.

De acordo com Wallace, Sidis pensou que a descrição do artigo dele era humilhante e "o fez parecer maluco". Depois que o artigo foi publicado, "Sidis decidiu se esconder, e processou o New Yorker", narra a biógrafa.

Sidis argumentou no tribunal que a revista o havia humilhado e ele ganhou. Pouco depois, em 1944, ele morreu por uma hemorragia cerebral. Ele tinha 46 anos.

Apesar de sua infância infeliz e do escrutínio da mídia (ele sofreu como uma criança prodígio), Wallace acredita que Sidis levou uma vida mais feliz como adulto.

"Pessoas que o conheciam adoravam", ressalta. "Então eu acho que ele realmente passou de ser completamente traumatizado como um menino para se tornar um homem feliz".

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