Conheça 5 brasileiras que foram pioneiras na ciência

Saúde e Estilo de Vida

March 18, 2018 16:09 By Fabiosa

As professoras Hildete Melo, do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense, e Ligia Rodrigues, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, são autoras do livro “Pioneiras da Ciência no Brasil”.

A obra foi publicada em 2006 e fala sobre mulheres brasileiras que contribuíram significativamente para o avanço de diversas áreas científicas no Brasil. Foi utilizado como critério de seleção suas descobertas e os fatos que as tornaram pioneiras em suas carreiras.

Segundo as autoras, a pequisa foi realizada com o objetivo de inspirar o reconhecimento de cientistas mulheres que fizeram história no país. “Elas [as meninas] não podem olhar para a ciência e achar que é um mundo masculino porque só tem homem, e brancos. (…) Isso foi o que nos moveu”, explica Hildete.

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Nós listamos alguns perfis dessas mulheres incríveis, que podem ser conferidos a seguir:

1) Alice Piffer Canabrava (1911 – 2003)

Formada em Geografia e História pela USP e doutora em História, Alice tentou ser professora da cadeira de História da América da mesma universidade, em 1946. Porém, mesmo tendo obtido a maior média nas provas, não ocupou o cargo porque o mesmo foi injustamente dado pela banca examinadora a um concorrente homem.

Depois disso, pediu para ser transferida à Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas e tornou-se a primeira professora catedrática da Universidade de São Paulo.

2) Bertha Lutz (1894 – 1976)

Formou-se em Ciências na Universidade de Sorbonne, na França, e foi a segunda mulher brasileira a tornar-se funcionária pública, após ter sido aprovada no concurso do Museu Nacional de 1919, no Rio de Janeiro. Depois de especializar-se em anfíbios, passou mais de 40 anos como professora de tal instituição.

Bertha Lutz também participou ativamente de movimentos feministas, como o que liderou a campanha pelo direito das mulheres brasileiras ao voto, chamado de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, durante o início do século 20. E ainda atuou na política, como deputada federal, em 1936.

3) Carolina Martuscelli Bori (1924 – 2004)

Depois de se formar em pedagogia na USP, em 1947, e aprofundar os estudos nos EUA, tornou-se doutora na área aos 30 anos.

Na década de 60, Carolina Bori foi pioneira na defesa pela regulamentação do estudo da psicologia no Brasil. Durante 15 anos, coordenou o programa de pós-graduação do Instituto de Psicologia da USP.

4) Elza Furtado Gomide (1925 – 2013)

Em meio à Segunda Guerra Mundial, concluiu o curso de Física da Universidade de São Paulo, mas depois mudou de área e tornou-se doutora em Matemática, em 1950. A partir daí, passou 50 anos trabalhando da instituição.

5) Graziela Maciel Barroso (1912 – 2003)

Dentre tantas outras mulheres da época, foi educada para um dia tornar-se dona de casa e casou-se com apenas 16 anos de idade. Apenas depois de 14 anos, conseguiu voltar a estudar e iniciou sua carreira de botânica estagiando no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Quando completou 47 anos, começou a estudar biologia e foi professora na área por mais de 50 anos. Uma de suas maiores contribuições foi a produção do livro “Sistemática de angiospermas do Brasil”, considerado até hoje uma referência mundial nesse ramo.

Graziela Barroso já foi homenageada várias vezes por cientistas que colocam seu nome nos vegetais que são descobertos por eles.

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