Fibrose pulmonar idiopática: doença rara que geralmente é confundida com problemas cardíacos ou respiratórios

Família & Crianças

March 13, 2018 14:28 By Fabiosa

Trata-se de uma doença que afeta menos de 65 a cada 100.000 pessoas, sendo por isso considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma doença rara.

A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) recebe esse nome por provocar cicatrizes nos pulmões, fazendo com que eles percam elasticidade e deixem de desempenhar suas funções. O termo “fibrose” refere-se às cicatrizes, e “idiopática”, ao fato de ter origem desconhecida.

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A doença costuma atingir pessoas acima de 50 anos, principalmente homens. Os sintomas iniciais são falta de ar, tosse seca e cansaço, os quais já são comuns a essa idade e, por isso, identificá-la é um verdadeiro desafio para os médicos.

Essa dificuldade é devida também ao fato de outros sintomas da FPI serem confundidos com problemas cardíacos ou respiratórios, como refluxo, cansaço ao realizar pequenos esforços e perda de apetite e de peso.

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O diagnóstico leva em média um a dois anos para ser feito e, infelizmente, durante esse tempo muitos pacientes são diagnosticados equivocadamente com outras doenças, como pneumonia, o que pode levar a um tratamento tardio e ao agravamento da enfermidade.

Os meios de se confirmar se o paciente realmente desenvolveu a FPI é por meio de exames de sangue, tomografia computadorizada do pulmão e, quando é necessário, biópsia do tecido pulmonar.

Ela não tem cura e avança com o passar do tempo, mas há algumas formas de amenizar seus efeitos: medicação, que é capaz de reduzir em até 50% a perda de função pulmonar, fisioterapia, exercícios de reabilitação pulmonar e caminhadas leves. Indica-se também em alguns casos a suplementação de oxigênio e pode ser ainda considerada a possibilidade de ser feito um transplante de pulmão.

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É muito importante que não só os possíveis portadores da doença, mas também as pessoas com quem convivem estejam atentos aos sintomas, para que seja feito o diagnóstico o quanto antes.

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