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Entenda o que é endometriose e por que, em muitos casos, retirar o útero não resolve o problema

Date April 10, 2018 19:06

Diferente do que se pensa, a histerectomia não deve ser associada à cura da endometriose. Ainda que a doença possa ser tratada de forma cirúrgica, a retirada do útero nem sempre é uma finalidade das cirurgias que combatem esse problema.

Essa enfermidade surge quando o endométrio – camada que reveste o útero – ao ser descartado na menstruação, migra para outras regiões do corpo, como trompas, ovários, bexiga e intestinos, por meio da corrente sanguínea.

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A partir daí, a mulher passa a sentir cólicas intensas, dor durante a relação sexual e pode ter dificuldade para engravidar.

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Além de não aliviar a dor, a remoção do útero causa infertilidade, é o que afirma o ginecologista e cirurgião Dr. Cláudio Crispi. Algumas pessoas optam por retirá-lo a fim de suspender os hormônios estimuladores da doença, porém esse órgão é apenas uma das fontes de tais hormônios.

De acordo com ele, existem vários outros hormônios semelhantes ao estrogênio e que, portanto, colaboram com a endometriose. “Por esse motivo, o órgão é quase sempre conservado durante as cirurgias, a não ser que seja um caso muito volumoso e excepcional”, afirma Cláudio.

Uma das únicas condições em que pode existir a necessidade de remover o órgão é a adenomiose, que acontece quando o endométrio invade a musculatura do útero, chamada de miométrio. Nesse caso, a histerectomia pode ser uma solução eficaz.

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Vale esclarecer que a mulher tem o direito de optar pela retirada do útero, mas essa decisão deve ser precedida de conselhos médicos especializados e de confiança, que ofereçam informações adequadas e, principalmente, esclareçam que a histerectomia não cura a endometriose.

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