Universitária do Rio Grande do Norte usa poesia para ensina

CELEBRIDADES

Universitária do Rio Grande do Norte usa poesia para ensinar algoritmos e para romper estruturas machistas

Date March 14, 2018 14:20

A vocação para o ensino é um dom muito bonito, mas que, infelizmente, nem todo mundo tem. A estudante universitária Soraya Roberta dos Santos, entretanto, teve a sorte de nascer com essa dádiva e está utilizando seu talento da melhor maneira possível.

A universitária é aluna do curso de Sistemas da Informação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e vem ocasionando uma grande transformação no método educacional da cidade de Caicó. Ela adota uma metodologia de ensino inusitada, mas que vem trazendo bons resultados. No seu método, ela utiliza a poesia para ensinar a linguagem dos algoritmos.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: “Nossa Voz Ecoa”: conheça a história de Preta-Rara, ex-doméstica que virou rapper, professora de História e protagonista de websérie

E para quem pensava que poesia e números não tinham nenhuma relação, ela provou o contrário. Desde os 16 anos, Soraya descobriu que tinha vocação para os números, apesar de seu primeiro contato com um computador só ter ocorrido aos 12 anos de idade. Para ela, a relação entre números e poesia é óbvia, e diz que fez essa opção de unir os dois para romper estruturas machistas presentes no meio universitário e escolar.

Foi assim que surgiu a ideia do Poesia Compilada, página no Facebook que faz essa união proposta por Soraya. A iniciativa teve sucesso e é utilizada como ferramenta para facilitar o ensino da poesia e programação.

Estudante de uma turma de 50 alunos, dos quais 45 eram homens, ela diz que quer promover a liberdade das mulheres com a sua iniciativa: “Faço poesias compiladas falando de machismo porque acho que é uma forma de desconstruir algumas ideias dos meus colegas e dos meus professores”.

Hoje em parceria com o colega Felipe Tavares, eles buscam incentivar a criatividade das crianças e querem evitar que as pessoas sejam manipuladas pela falta de conhecimento. “Aprender a programar é uma forma de liberdade, é você criar algoritmos que são independentes desses que já são impostos para a gente. Aprender a programar é a base da comunicação de hoje e no futuro.”

Quem diria que poesia e números realmente se dariam tão bem. O conhecimento é realmente uma ferramenta libertadora.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Professora cria canal para contar histórias em libras: “Quero preencher esta lacuna para as crianças surdas”