“Whatsappinite”: a lesão por esforço repetitivo da vez

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“Whatsappinite”: a lesão por esforço repetitivo da vez

Date December 7, 2017 13:48

O Brasil é terceiro país que mais usa smartphones no mundo. Segundo um estuco realizado pela Millward Brown Brasil e NetQuest, o brasileiro passa uma média de 3 horas e 14 minutos navegando com o celular.

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O problema é que essa atitude pode causar o que a revista espanhola de medicina “The Lancet” chamou de “Whatsappinite”, em 2014, quando uma mulher foi diagnosticada com a síndrome depois de passar cerca de seis horas trocando mensagens com familiares e amigos pelo celular.

O termo pode parecer estranho, mas ele faz referência ao aplicativo de troca de mensagens “Whatsapp”, e se trata de lesões por esforço repetitivo devido ao uso excessivo de smartphones.

A síndrome se caracteriza por dores nas mão e polegares e os sintomas são basicamente os mesmo da tendinite (inflamação de tendões por trauma ou degeneração), no entanto, como hoje em dia é praticamente inviável que as pessoas deixem o “vício” do uso do celular, a dor só tende a piorar.

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A dificuldade em diminuir ou zerar o uso dos smartphones é que eles são verdadeiros escritórios ambulantes, e além de as pessoas se divertirem em aplicativos, elas também utilizam os aparelhos para navegar por redes sociais e trocar mensagens.

O uso excessivo dos celulares também pode causar dores no pescoço e ombros e ainda prejudicar a visão, no caso de crianças que já fazem uso desses aparelhos.

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O tratamento geralmente é feito com anti-inflamatórios e, claro, a indicação para que a pessoa diminua o uso do celular.

A “Whatsappinite”, que atinge mais a população jovem, vem crescendo no Brasil e preocupa a comunidade médica

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